Corria o ano de 1147, e estava-se em plena reconquista da Península Ibérica, a cidade de Santarém tinha uma localização estratégica, pois era crucial para a expansão do território cristão na região a norte do rio Tejo, além de que, as suas terras eram muito férteis.
Por motivos de ordem estratégica, D. Afonso Henriques havia celebrado tréguas com o Alcaide da cidade, e por isso incumbiu o cavaleiro Mem Moniz, filho de D. Egas Moniz, que fosse a Santarém com o pretexto de tratar assuntos de paz com o Alcaide, mas o seu verdadeiro objectivo era de espiar as defesas da cidade, e tentar descobrir a parte mais vulnerável para um ataque.
Mem Moniz, uma vez regressado a Coimbra, cidade onde estava D. Afonso Henriques e o seu exército, informou‑o da melhor forma de penetrar em Santarém.
Reuniram-se e discutiram os detalhes, e após terminada a reunião, D. Afonso Henriques só comunicou as suas intenções ao seu alferes Pero Paes, a Lourenço Viegas e a D. Gonçalo de Sousa.
D. Afonso Henriques, partiu então de Coimbra com 250 dos seus melhores cavaleiros, com a intenção de capturar a cidade moura de Santarém.
Antes da ofensiva, acamparam em Codornelas, e daí D. Afonso Henriques enviou um emissário a Santarém a informar o Alcaide do fim das Tréguas.
Na noite de 14 de Março de 1147, D. Afonso Henriques e o seu exército chegaram a Santarém.
D. Afonso Henriques incumbiu os primeiros soldados a subir ao castelo para que levantassem logo o estandarte portucalense, a fim de motivar os companheiros de armas e enganar os inimigos, levando-os a pensar, que já haviam conquistado a fortaleza.
Com a ajuda de escadas, 45 homens escalaram as paredes do castelo, mataram os sentinelas mouros, hastearam o estandarte portucalense na torre de menagem, e forçaram o seu caminho para o portão, permitindo que o corpo principal do exército português entrasse na cidade. A resistência moura foi forte, porém, já na manhã de 15 de Março de 1147, os mouros foram derrotados.
Naquela época Santarém era uma posição estratégica, e a sua posse permitiu que os portugueses protegessem áreas vizinhas, como Coimbra e Leiria, contra os frequentes ataques dos mouros. Além disso, Santarém serviu como base avançada para futuras operações militares.
A conquista de Santarém foi de uma importância vital para a estratégia de D. Afonso Henriques, pois a sua posse significou o fim dos ataques frequentes dos mouros sobre Coimbra e Leiria, e também permitiu um ataque futuro a Lisboa, que se veio a realizar com o auxilio de cruzados.
Assim, a conquista de Santarém teve um relevante significado histórico na Reconquista da Península Ibérica, pois abriu caminho para um ataque posterior à cidade de Lisboa, que também estava sob domínio mouro. A vitória em Santarém fortaleceu a posição de D. Afonso Henriques e a sua capacidade de expandir o território cristão.
Para concluir, podemos afirmar que a conquista de Santarém foi um marco importante na luta pela recuperação das terras ocupadas pelos mouros, e contribuiu para a formação do futuro Reino de Portugal.
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